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O que é Reiki? Guia Completo para Iniciantes

Você já se sentiu esgotada por dentro, mesmo sem conseguir explicar exatamente o porquê?

Não é só o cansaço físico. É aquela sensação de que algo dentro de você está fora do lugar — a mente acelerada, o peito pesado, uma inquietação constante que não te deixa descansar de verdade.

Muitas mulheres chegam ao Reiki exatamente assim. Sem grandes explicações, sem um diagnóstico claro. Apenas com a certeza de que precisam de algo diferente.

E o Reiki é exatamente isso: uma prática que trabalha onde os outros tratamentos muitas vezes não chegam — no campo energético, naquele espaço invisível entre o que você sente e o que você consegue nomear.

Neste guia, vou te contar tudo o que você precisa saber para entender o Reiki de verdade: de onde veio, como funciona, o que você vai sentir numa sessão, e por que essa prática centenária continua transformando vidas ao redor do mundo.

A origem do Reiki: uma descoberta no silêncio de uma montanha

A história do Reiki começa no Japão, no início do século XX.

Mikao Usui era um professor e buscador espiritual que, após anos de estudo das tradições budistas e da medicina japonesa, decidiu fazer um retiro de meditação no Monte Kurama, em 1922.

Durante 21 dias de jejum, meditação e contemplação, Usui relata ter tido uma experiência de iluminação — um momento em que sentiu uma energia poderosa fluir pelas suas mãos. Ao descer da montanha, percebeu que conseguia aliviar a dor e trazer bem-estar com o simples toque das mãos.

Essa experiência deu origem ao sistema de cura que ele chamou de Usui Reiki Ryoho — o Método Usui de Cura Natural.

Nos anos seguintes, Usui abriu uma clínica em Tóquio e passou a treinar outros praticantes. Um de seus discípulos, o médico da marinha Chujiro Hayashi, sistematizou e expandiu o método. E foi Hayashi quem treinou Hawayo Takata, uma mulher japonesa-americana que levou o Reiki para o Ocidente na década de 1930.

De lá para cá, o Reiki se espalhou pelo mundo inteiro.

Hoje é praticado em hospitais, clínicas, centros holísticos e consultórios particulares em mais de 100 países. No Brasil, o Reiki foi oficialmente reconhecido pelo Sistema Único de Saúde como prática integrativa e complementar em 2017, por meio da Portaria 849, do Ministério da Saúde.

O que significa a palavra Reiki?

O nome Reiki vem de dois ideogramas japoneses:

Rei — que significa universal, divino, a inteligência que permeia todas as coisas vivas.

Ki — que significa energia vital, a força que anima todos os seres. No contexto chinês, essa mesma energia é chamada de Qi ou Chi. Na tradição indiana, de Prana.

Juntos, Rei + Ki formam a ideia de "energia vital universal" — a força que sustenta a vida e que, quando flui com equilíbrio, nos mantém saudáveis, presentes e em paz.

A proposta do Reiki é simples: quando essa energia está bloqueada ou desequilibrada, o corpo e a mente adoecem. Quando ela flui livremente, nos sentimos bem.

Como funciona o Reiki?

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O Reiki parte de um princípio fundamental: somos muito mais do que um corpo físico.

Além do corpo que você vê no espelho, existe um campo de energia que o envolve e o atravessa — o que as tradições orientais chamam de corpo energético ou campo áurico. Esse campo é influenciado por tudo: emoções, pensamentos, relações, experiências passadas, estresse, medos acumulados.

Quando vivemos situações difíceis — e quem não vive? — esse campo energético registra o impacto. Tensões se acumulam, bloqueios se formam, e a energia para de fluir com leveza.

O terapeuta de Reiki atua como um canal.

Ele não gera energia própria para transferir. Ele se conecta à energia universal e permite que ela flua pelas suas mãos para os pontos do corpo que mais precisam. É como abrir uma torneira que estava fechada.

O papel dos chakras no Reiki

O trabalho do Reiki está intimamente ligado ao sistema de chakras — centros energéticos localizados ao longo do eixo central do corpo.

Os sete chakras principais são:

  • Chakra raiz (base da coluna) — segurança, estabilidade, pertencimento
  • Chakra sacral (abaixo do umbigo) — criatividade, prazer, emoções
  • Plexo solar (região do estômago) — autoestima, poder pessoal, controle
  • Chakra cardíaco (centro do peito) — amor, compaixão, conexão
  • Chakra laríngeo (garganta) — expressão, verdade, comunicação
  • Terceiro olho (entre as sobrancelhas) — intuição, clareza, percepção
  • Chakra coronário (topo da cabeça) — espiritualidade, propósito, consciência expandida

Quando um ou mais chakras estão bloqueados ou hiperativos, você pode sentir desequilíbrios emocionais, tensões físicas ou uma sensação difusa de que algo não está bem.

O Reiki trabalha nesses centros energéticos, promovendo fluxo, equilíbrio e harmonia.

O que você sente durante uma sessão de Reiki?

Essa é uma das perguntas mais comuns — e a resposta honesta é: depende.

Cada pessoa é única, e cada sessão é única também. Mas existem sensações que aparecem com muita frequência durante o Reiki:

Calor — as mãos do terapeuta (ou mesmo as suas, no auto-Reiki) ficam quentes, e você sente esse calor penetrar no corpo.

Formigamento — uma sensação suave de energia circulando, como pequenas correntes percorrendo braços, pernas ou o peito.

Relaxamento profundo — muitas pessoas adormecem durante a sessão. O sistema nervoso simplesmente baixa a guarda.

Emoções à tona — é comum sentir vontade de chorar, ou sentir uma leveza repentina, ou até mesmo rir sem motivo aparente. Isso é a energia se movendo e liberando o que estava represado.

Visões ou imagens — algumas pessoas relatam ver cores, imagens ou ter insights durante a sessão.

Nada óbvio — outras pessoas não sentem nada de incomum durante a sessão, e isso é completamente normal. O Reiki trabalha independentemente do que você conscientiza.

O que quase todos relatam após a sessão é a mesma coisa: uma sensação de leveza, paz e clareza que não estava presente antes.

Reiki e os Cinco Princípios de Usui

Mikao Usui não criou apenas uma técnica de imposição de mãos. Ele deixou também um código de ética e filosofia de vida, conhecido como os Cinco Princípios do Reiki (Gokai, em japonês):

  1. Só por hoje, não me preocupo.
  2. Só por hoje, não me irrito.
  3. Só por hoje, sou grato por minhas bênçãos.
  4. Só por hoje, trabalho com dedicação.
  5. Só por hoje, sou gentil com todos os seres.

Esses princípios não são regras para serem cumpridas com perfeição. São convites diários para um modo diferente de estar no mundo — com mais presença, mais leveza, mais confiança.

O "só por hoje" é proposital: não se trata de mudar para sempre (o que pode parecer impossível nos dias difíceis), mas de escolher, a cada dia, um estado de maior equilíbrio.

Quem pode fazer Reiki?

Praticamente qualquer pessoa pode se beneficiar do Reiki.

Não existe contraindicação absoluta. Crianças, idosos, gestantes, pessoas em tratamento médico — todos podem receber sessões de Reiki como prática complementar.

A única ressalva importante: o Reiki não substitui o acompanhamento médico convencional. Ele atua em conjunto, potencializando o processo de equilíbrio do organismo, mas não é um tratamento médico e não substitui diagnósticos, medicamentos ou intervenções clínicas.

O Reiki também não exige nenhuma crença religiosa específica. Você não precisa ser espiritual, budista ou acreditar em energia para se beneficiar dele. O único requisito é a abertura para receber.

Reiki é seguro?

Sim. O Reiki é considerado uma prática segura, não-invasiva e sem efeitos colaterais conhecidos.

Como o terapeuta trabalha com energia sutil e não realiza nenhuma manipulação física agressiva, o risco de danos é praticamente inexistente quando a prática é realizada por um profissional qualificado.

O que pode acontecer após algumas sessões é o que os praticantes chamam de "crise de cura" — um período de 24 a 72 horas em que emoções antigas podem vir à tona, ou você pode sentir um cansaço mais intenso do que o habitual. Isso é sinal de que a energia está se movendo e reorganizando, e tende a passar rapidamente.

Mitos mais comuns sobre o Reiki

Com tanta informação (e desinformação) circulando, vale esclarecer alguns pontos:

"O terapeuta transfere a própria energia para você." Não. O terapeuta é um canal — ele não doa energia própria. Por isso, praticantes bem treinados não se esgotam ao fazer sessões.

"Reiki só funciona em quem acredita." Não. Bebês, animais e pessoas céticas já relataram benefícios do Reiki. A abertura ajuda, mas não é um pré-requisito obrigatório.

"Reiki resolve tudo rapidinho." Não. Como qualquer prática de saúde integrativa, o Reiki trabalha em camadas e ao longo do tempo. Algumas pessoas sentem resultados desde a primeira sessão; outras precisam de um processo mais longo. A consistência é o que faz a diferença.

Como é uma sessão de Reiki na prática?

Se você nunca fez uma sessão, é natural ter curiosidade — e talvez um pouco de incerteza.

De forma geral, uma sessão de Reiki dura entre 50 e 60 minutos. Você se deita vestida (sem necessidade de tirar roupas) em uma maca confortável, enquanto o terapeuta posiciona as mãos em diferentes pontos do seu corpo — sobre ou ligeiramente acima da pele.

Não há pressão, manipulação ou massagem. É um contato suave, quase imperceptível em alguns momentos.

O ambiente costuma ser tranquilo: luz baixa, música suave, temperatura agradável. Tudo pensado para que você possa soltar o peso do dia e simplesmente estar.

Reiki presencial x Reiki à distância

Uma das características que mais surpreende quem está começando: o Reiki também pode ser realizado à distância.

Isso é possível porque a energia não tem as mesmas limitações do espaço físico. Um terapeuta qualificado consegue direcionar a energia para uma pessoa que está em outro estado — ou até em outro país.

Muitas pessoas relatam sentir os mesmos efeitos do Reiki presencial durante uma sessão à distância: calor, relaxamento, emoções liberadas.

Parece improvável para quem está começando. Mas é uma das práticas mais consistentemente relatadas por praticantes de Reiki ao redor do mundo.

Por onde começar?

Se você chegou até aqui com curiosidade e algo dentro de você ressoou com o que leu, esse já é um sinal importante.

O primeiro passo mais comum é agendar uma sessão com um terapeuta de Reiki. Não precisa de preparação especial: chegue com uma mente aberta e disposição para simplesmente receber.

Se você já tem alguma prática de atenção plena ou meditação, o Reiki tende a aprofundar esses estados. Mas não é pré-requisito.

Se você sente que precisa de equilíbrio, de um espaço onde possa simplesmente ser acolhida sem precisar explicar tudo, o Reiki pode ser exatamente o que você está buscando.

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Perguntas Frequentes

O Reiki tem alguma relação com religião?
O Reiki não é uma prática religiosa. Ele nasceu dentro de um contexto de espiritualidade japonesa, mas qualquer pessoa — independente de crença ou religião — pode praticar e se beneficiar do Reiki. Muitas pessoas cristãs, agnósticas ou atéias praticam Reiki regularmente.
Quantas sessões de Reiki preciso fazer para sentir resultados?
Não existe um número fixo. Algumas pessoas sentem mudanças significativas já na primeira sessão. Para questões mais profundas — como ansiedade crônica, insônia persistente ou estresse acumulado de longa data — costuma-se recomendar um processo de ao menos quatro a seis sessões com regularidade. Cada caso é único.
Posso fazer Reiki estando em tratamento médico ou psicológico?
Sim. O Reiki é complementar e pode ser realizado em conjunto com tratamentos médicos, psicoterapia, medicamentos e outras abordagens. Ele nunca substitui o acompanhamento profissional de saúde.
O que é o auto-Reiki?
Auto-Reiki é a prática de canalizar energia para si mesmo — posicionando as próprias mãos em partes do corpo e intencionando o fluxo de energia. Qualquer pessoa que tenha feito ao menos o nível I de formação em Reiki pode praticar o auto-Reiki diariamente.
Como escolher um bom terapeuta de Reiki?
Busque alguém que tenha formação reconhecida (os níveis tradicionais são I, II, III e Mestre/Professor), que seja transparente sobre sua abordagem, e com quem você sinta confiança e acolhimento. A relação terapêutica importa tanto quanto a técnica.
Elizabete

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